As declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que 2012 será um ano de fortalecimento dos investimentos, de expansão de até 17% no crédito ao consumidor e de redução nos gastos da máquina pública foram recebidas com expectativa positiva, mas com ceticismo também, por alguns economistas cearenses. As dúvidas não pairam sobre a disposição do ministro em empreender as medidas econômicas que permitam o País seguir crescendo, em meio às controvérsias da crise Europeia e dos Estados Unidos, mas em como fazê-las, em um ano de eleições e diante do forte corporativismo do funcionalismo público federal.
Para o economista, diretor do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef-CE), Ênio Viana, a ampliação dos investimentos públicos será bem-vinda, se os recursos forem devidamente aplicados em obras de infraestrutura (rodovias, ferrovias e aeroportos) ou nos setores imobiliários e produtivos. Segundo ele, esses são setores que geram emprego e renda no curto prazo e que preparam o País para dar novos passos rumo ao crescimento sustentável de que tanto precisa. "Batemos no teto, não conseguimos mais crescer porque nos faltam transporte, rodovias, energia", pontua. "Crédito imobiliário e produtivo é sempre bom, mais barato e gera empregos", avalia Viana. Ele teme que, em ano de eleição, a opção para o destino do dinheiro público seja para o estímulo ao crédito fácil, direto ao consumidor, que, para ele, "mais do que promover crescimento, transfere renda do trabalhador para banqueiros".
"Financiamentos de curto prazo, como CDC, cartões de crédito, cheque especial, não devem ser estimulados, porque praticam taxas de juros muito elevadas e não promovem o crescimento da economia", alerta. Viana defende a continuidade da política de redução de juros, da taxa Selic, como forma de fomento ao crédito produtivo.
Para o economista, diretor do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef-CE), Ênio Viana, a ampliação dos investimentos públicos será bem-vinda, se os recursos forem devidamente aplicados em obras de infraestrutura (rodovias, ferrovias e aeroportos) ou nos setores imobiliários e produtivos. Segundo ele, esses são setores que geram emprego e renda no curto prazo e que preparam o País para dar novos passos rumo ao crescimento sustentável de que tanto precisa. "Batemos no teto, não conseguimos mais crescer porque nos faltam transporte, rodovias, energia", pontua. "Crédito imobiliário e produtivo é sempre bom, mais barato e gera empregos", avalia Viana. Ele teme que, em ano de eleição, a opção para o destino do dinheiro público seja para o estímulo ao crédito fácil, direto ao consumidor, que, para ele, "mais do que promover crescimento, transfere renda do trabalhador para banqueiros".
"Financiamentos de curto prazo, como CDC, cartões de crédito, cheque especial, não devem ser estimulados, porque praticam taxas de juros muito elevadas e não promovem o crescimento da economia", alerta. Viana defende a continuidade da política de redução de juros, da taxa Selic, como forma de fomento ao crédito produtivo.
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