sexta-feira, 25 de maio de 2012

Restrição ao crédito ainda é o maior empecilho na compra do carro


Os bancos têm sido o maior empecilho para a venda de carros. Isso é o que alegam vendedores e gerentes de concessionárias em Fortaleza, que reclamam das exigências dos bancos para conceder crédito aos clientes.
“Com o governo anunciando juros mais baixos, as pessoas pensam que crédito é fácil, mas não é”, afirma Crisitano Silveira, gerente de vendas da Crasa. Para ele, o Governo Federal tem se empenhado em baixar os preços dos veículos e estimular o consumo, mas os bancos seguram essa expansão.

Nicolas Tinga, economista chefe da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), explica que consumidores estão mais endividados e bancos mais cautelosos, exigindo entrada e parcela maior de renda livre para fazer financiamentos.

“As financeiras viram que a maior parte da inadimplência vinha de quem não deu entrada, aí os bancos começaram a ter essa restrição”.

De acordo com o economista, as dificuldades atuais têm início com a crise norte-americana de 2009, quando o Brasil estimulou o consumo como antídoto. “Era época de comprar em muitas parcelas e sem entrada. Tem muita dívida antiga pendente”, afirma.
Outra vez, como proteção contra a crise externa, o Governo estimula o consumo. O pacote ao setor de veículos, por exemplo, presume que montadoras não demitam em troca de menos impostos.

Para Simão Silber, economista professor da Universidade de São Paulo (USP), o Governo Federal não deve exigir que os bancos mudem a postura na análise de crédito, o que poderia comprometer a saúde das instituições. “Você não pode colocar na carteira dos bancos um empréstimo que não é bom. O Governo não vai colocar os bancos em situação ruim”, afirma.

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