terça-feira, 29 de maio de 2012

Pressão por reajuste de combustível é menor


A queda nos preços internacionais do petróleo indica uma mudança na tendência do valor da commodity esperada pela Petrobras neste ano, em meio à crise global, e arrefeceu as pressões para um reajuste dos combustíveis no mercado brasileiro, avaliou o diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa. "A pressão sobre a necessidade de um aumento diminuiu. A lógica parece ser essa", disse.

A Petrobras, que sofreu no balanço do primeiro trimestre com a alta dos custos de importação de combustíveis combinada com a manutenção de preços no Brasil, acreditava em abril que o petróleo Brent se sustentaria em um nível perto de US$ 120 o barril até o final do ano, um novo patamar, segundo chegou a afirmar a presidente da estatal, Maria das Graças Foster. Isso levaria a um reajuste de preço dos combustíveis no Brasil ainda este ano, ela disse.

Mas a situação mudou. O petróleo Brent já caiu cerca de 15% desde o pico do ano de pouco mais de US$ 128 o barril no início de março, e agora está próximo ao valor do início do ano, em torno de US$ 106 o barril.

Sobre um possível desabamento dos preços do petróleo a níveis abaixo de US$ 60 o barril como já preveem alguns bancos de investimento, com a atual crise mundial, Barbassa disse não descartar a possibilidade.

"Essa tempestade estamos preparados para superar. Temos alta liquidez na companhia e nós trabalhamos com essa possibilidade. No fim de 2008, o petróleo veio abaixo de 40 e não de 60", declarou Almir Barbassa.

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