quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Indústria do CE reage em agosto

As vendas totais da indústria cearense no mês de agosto deste ano cresceram 7,6%, ante o mês anterior. No entanto, segundo os Indicadores Industriais divulgados ontem pelo Instituto de Desenvolvimento Industrial (Indi), esta é a única variação positiva dentre as comparações. Frente a agosto de 2010 e ao acumulado entre os oito primeiros meses de 2011 e o seu antecessor, os resultados apurados foram de -5,57% e -3,27%, respectivamente.

"Mas isso foi muito bom por que mostrou que a reação começa agora e não mais para o fim do ano, como imaginávamos", declarou o coordenador da unidade de economia e estatística do instituto, Pedro Jorge Viana.

O resultado do Estado, segundo avaliação do coordenador do órgão vinculado à Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), foi alavancado pelo resultado da indústria calçadista, a qual registrou um incremento de +29,49% e afastou os índices negativos que vinha alcançado nos meses anteriores.

Dentre os sete setores da indústria local investigados, três deles - calçados (+29,49%), químico (+13,09%) e metalúrgico (+10,61%) foram responsáveis pela alta no mês, enquanto os outros quatro - produtos alimentares (-8,57%), têxtil (-1,39%), vestuário (-3,56%) e minerais não metálicos (-3,25%) - apontaram queda.


Apesar de ainda amargar índices negativos quando tem seu desempenho comparado a agosto de 2010 (-8,77%) e no acumulado do ano (-11,58), é sobre esta indústria e as têxteis e de vestuário, que o coordenador do Indi confia a expansão do faturamento nos próximos meses do ano e até um crescimento sobre 2010.

"O ano passado foi muito bom e vai ser difícil superar, mas nós não descartamos essa possibilidade", afirmou.

De acordo com ele, "à medida que vai se aproximando o fim do ano, as indústrias vão se preparando e isso faz com que o crescimento surja".

O coordenador do Indi ainda cita os investimentos em obras públicas como alavancas para algumas indústrias, como a metalúrgica e a da construção civil, as quais, mesmo que não disponham do dinheiro assim que se anunciem as obras, já preparam-se e, assim, aquecem o setor, crescendo.

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