Já é possível sentir o impacto da política monetária de restrição ao crédito e de alta de taxa de juros no comércio cearense. Se até o fechamento do primeiro trimestre desse ano, o varejo local vinha em um movimento de ascensão no faturamento; a partir de abril, a curva começa a se inverter e o setor já apresenta recuo de 2,5% nas vendas e de 1,3% na receita gerada.
"As medidas federais adotadas já conseguiram alcançar algum resultado, mas, até março, o impacto delas foi mais intenso no País como um todo do que no Estado do Ceará, o que mostra que o varejo estava bem nesse início de ano", comenta o analista de Políticas Públicas do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), Alexsandre Lira Cavalcante.
O analista observa que, considerando o resultado de 2011 mês a mês, há um crescimento no volume de vendas, contudo, fazendo a relação com iguais meses de 2010, nota-se queda, por conta da base de comparação já elevada. "Em março, também aconteceu um grande momento de liquidação na Capital, o Fortaleza Liquida, que gerou forte lucro, sobretudo aos setores de móveis e eletrodoméstico. São itens mais caros que impactam mais na receita gerada ao comércio", diz. Embora o faturamento de abril já sinalize leve queda ante março, ajustado sazonalmente, o resultado do quarto mês deste ano mostra-se superior a janeiro e fevereiro.
Apesar do bom desempenho no primeiro trimestre, alguns ramos como Combustíveis e Lubrificantes e Materiais de Construção já apresentam desacelaração, avalia o estudo divulgado ontem pelo Ipece, intitulado "Uma Análise da Dinâmica do Comércio Varejista Cearense em 2010 e o Desempenho no 1º Trimestre de 2011".
Fonte: Diário do Nordeste
"As medidas federais adotadas já conseguiram alcançar algum resultado, mas, até março, o impacto delas foi mais intenso no País como um todo do que no Estado do Ceará, o que mostra que o varejo estava bem nesse início de ano", comenta o analista de Políticas Públicas do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), Alexsandre Lira Cavalcante.
O analista observa que, considerando o resultado de 2011 mês a mês, há um crescimento no volume de vendas, contudo, fazendo a relação com iguais meses de 2010, nota-se queda, por conta da base de comparação já elevada. "Em março, também aconteceu um grande momento de liquidação na Capital, o Fortaleza Liquida, que gerou forte lucro, sobretudo aos setores de móveis e eletrodoméstico. São itens mais caros que impactam mais na receita gerada ao comércio", diz. Embora o faturamento de abril já sinalize leve queda ante março, ajustado sazonalmente, o resultado do quarto mês deste ano mostra-se superior a janeiro e fevereiro.
Apesar do bom desempenho no primeiro trimestre, alguns ramos como Combustíveis e Lubrificantes e Materiais de Construção já apresentam desacelaração, avalia o estudo divulgado ontem pelo Ipece, intitulado "Uma Análise da Dinâmica do Comércio Varejista Cearense em 2010 e o Desempenho no 1º Trimestre de 2011".
Fonte: Diário do Nordeste
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